sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Passividade

Oi.

Já reparei que sou totalmente passiva no que se trata de blogs. Gosto de os ler e de me manter actualizada tanto do mundo da moda, culinária e decoração. Não sou, no entanto, nada activa na manutenção do meu. Nem gosto nada de andar a comentar o blog dos outros. Por isso desculpem lá amiguinhas :)
Ao menos sou leitora assídua.





Hoje só me apetecei acordar numa casa de campo. Ouvir a chuva bate na janela, beber um chocolate quente e embrulhar-me numa manta em frente à lareira e ver os episódios que me faltam da 2nd Season da serie Downton Abbey. Enfim.....

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

concurso

Concorri com estas fotos ao MEGA CARTAZ da Pipoca.
Que acham???





terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sair

Olá minhas amigas,

Isto não tem andado muito bem para o meu algo. Não sei se alguma vez vos disse mas eu NÃO sou de Cascais, fui para lá levada. E quando falo em Cascais falo em ser puxada para um estilo de vida que não tem nada a ver com o qual nasci.
Eu nasci numa casa modesta onde o dinheiro não era abundante mas que não faltava para a comidinha. Faltava para outras coisas, para comprar roupa, para me inscreverem nas aulas de natação, para lanchar no café.... Enfim...
No ambiente de " Cascais" não faltava nada.
E eu parva aceitei ir. Fui para uma casa que não era minha pensando que no amor não interessavam essas coisas materiais.
Pois é minhas meninas, interessa em Cascais.
A mim não, por isso saí de casa. Já não aguentava mais a pressão de viver numa casa em que constantemente me lembravam que não pertencia ali.
E o estranho é como é que a minha filha não pertencia ali também. Sai. Refiz a minha vida e a da Ema numa semana. Aluguei uma casa nos subúrbios Sintrenses de Lisboa.
Estou mais feliz??? Não sei. Se ele merece que eu esteja feliz? Sim.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Primark

Hoje olhei para o meu roupeiro e tive a leve impressão de que 50% da  minha roupa vem da PRIMARK.

Enfim.... giro e barato há pouco :)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

E há mais...

Desta vez estou mesmo a precisar de dinheiro para ajudar a família.
Não sei como mas isso torna-se conhecimento de uma qualquer máfia que se estabeleceu aqui mesmo em Lisboa. Sou então contactada. Oferecem-me 100 mil euros para casar com alguém. As únicas condições exigidas são umas fotos que tenho que tirar com o homem em casa dele.
Será que arrisco? O dinheiro mudará o sentido de tudo o que está a acontecer em meu redor. Valerá a pena? Que me poderá acontecer? Morrer... não morrerei eu se continuar nesta situação?
Arrisco.
Há hora combinada vão buscar-me ao aeroporto. Destino desconhecido. Metade do dinheiro na conta.
Chego a Itália e penso:
- Porque é que alguém em Itália precisa casar comigo?
Ignoro. Metade do dinheiro já me entorpece os sentimentos e pensamentos.
Sigo viagem até uma espécie de villa. Adoro. Decido desfrutar da situação mas os nervos não desaparecem. Não sou tão corajosa quanto quero transparecer.
Dão-me vários vestidos e deixa-me num quarto lindíssimo. O vento entra por uma janela e os cortinados parecem acariciar a minha pele. Será que estou a viver um sonho, será que vou acordar num pesadelo?
Tantas histórias más que já ouvi sobre experiências como estas em que um mundo é oferecido a raparigas e o que recebem é um lugar escuro e sombrio.
Tomo banho e visto-me. Em breve entrará um fotografo como combinado.
Finjo um sorriso, finjo uma imagem de mim que só uma máquina poderia capturar.
Vou para o campo. Cheiro flores, olho o sol e nada de ver o meu noivo.
Estranho ainda mais.
Que quererão de mim? Sou então acompanhada a casa novamente por pessoas sorridentes. Oferecem-me jantar e mais fotos sentada numa mesa. E de repente tudo acaba. Volto para o meu quarto mas não consigo dormir. Sinto uma inquietude inerente à situação. O medo consome-me por dentro. Onde está o meu noivo? Porque será que a imagem do meu noivo me parece acalmar. Adormeço assim , demasiado cansada para protestar contra mim própria.
Acordo com o som de alguém a bater à porta. Abro e entra uma senhora de meia idade que carrega um tabuleiro com uma flor, um bilhete de avião e um recado.
" Voltarei a ver-te no dia nosso casamento"

Cont....

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Há dias assim...

Hoje não sei porque acordei assim aborrecida.
E quando estou aborrecida, pensativa, tenho uma mania ( desde pequena ) de sonhar acordada com outras vidas. E quando falo outras vidas, falo em outros caminhos, outras pessoas.
Gosto imenso. Fecho os olhos, o trabalho assim mo permite, e por momentos imagino-me em situações de verdadeiro entusiasmo e conforto. Acho que tudo isto se deve às minhas memórias de infância, quando a minha avó inventava histórias para nos acalmar de dia excitantes e muito divertidos.
Imaginem vocês também:
- Sou uma mulher muito rica mas com uma extrema necessidade de me recolher e descansar. Compro então uma cabana, no meio dos Alpes Suíços, cuja forma de chegar é unicamente por helicóptero.
E lá vou eu para o meu lugar perfeito. Uma cabana quente, no meio da neve, sem televisão, sem Internet, sem ninguém. Só eu .
Uma lareira enorme, um tapete felpudo, e 1001 livros perfumados por chocolate quente.
Passo os meus dias assim... Leio, cozinho, durmo, oiço musica, recordo....
Dois dias antes de voltar à minha vida activa, oiço um estrondo vindo lá de fora. Como se algo chocasse contra a parede da cabana e corro para ver o que é. E é assim que o vejo pela primeira vez, caído aos meus pés. De onde veio, o que o trouxe?
É alguém.... alguém que sem querer, veio ter comigo. Está inconsciente. Estará ferido?
Levo-o para dentro e tento chamar a protecção civil mas algo corre mal. Está a cair um nevão demasiado intenso e o rádio não funciona.
Volto para junto do corpo quente que lentamente arrefece. Que faço eu? Quem será? Será perigoso? Decido arriscar. Tiro-lhe a roupa molhada e deito-o no tapete felpudo. Não tenho força para mais. E se acorda? E se é mau? Será que o devo prender?
Enfim acorda. Pergunta-me quem sou, que faz ali. Não lhe sei responder.
Pede-me para ir à casa de banho. Vai....